quarta-feira, 30 de maio de 2012

Da dificuldade de sair sem bater a porta.


Sempre que eu preciso me retirar da vida de alguém, pro meu próprio bem, faço um estardalhaço. É um jeito de ser louca, claro... E é prático, porque as pessoas são sensíveis, e se assustam com qualquer meia dúzia de palavras fortes. Daí eu saio e ninguém vai atrás. Ou, quando vão, eu fico tão envergonhada, que corro mais.

Contudo, dessa vez, vou testar métodos mais maduros. Vou fechar a porta com cuidado... Até para ter certeza de que ela estará trancada para sempre.


domingo, 20 de maio de 2012

Preocupação? Que nada!


“Não estou preocupado com isso!”

Não que eu esteja preocupada com isso, mas não é difícil perceber uma quase adoração por essa frase aí que demonstra que você pode até tá achando foda tal coisa, mas não tá ligando, esse troço de preocupação é para quem não sabe refrescar a cuca e lembrar que o mundo é pra isso mesmo, lascar com a cabeça da gente.

Tudo bem que para uma pessoa muito preocupada, ela sempre vai ser preocupada, porque a preocupação existe para ser preocupante, não existe momento nenhum que não a preocupe, até porque pra ela um momento de paz pode já vir seguido de uma explosão de catástrofes. E essa pessoa vai te dizer que não é neurótica, ela é apenas preocupada e prevenida, e mesmo assim consegue manter certo otimismo, porque também pode ser otimismo acreditar em algo bom, mesmo que ele venha seguido de algo ruim.

Agora a pessoa que não se sente preocupada constantemente, pode ser a do tipo que sabe que certas coisas tendem bastante a dar errado, principalmente se uma vez já deu e ela então pode chegar a acreditar que as pessoas só mudarão depois de outro dilúvio e mais uma arca de Noé. Só que talvez essa mesma pessoa possa te dizer que não parece que está tudo perdido, que podem existir sim coisas boas que duram uma vida toda e que as coisas ruins para ela nunca serão ligadas às coisas boas que antecederam.

E tem o despreocupado  por despeito, que depois que viu/viveu/sofreu por coisas que não deram certo uma primeira vez, resolve dizer que não se preocupa mais com elas, que vive muito bem sem, ou resolve dizer que não quer saber, porque simplesmente ele não está preocupado, ele só está preocupado em como continuar mantendo a pose de durão despreocupado. E aí meu amigo é que eu te digo, não tá fácil pra ninguém, mas não se preocupe. Ah é, foi mal, você não está preocupado.
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Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial

Obs.: Caso você se encaixe nos 3 grupos inventados neste post, não se preocupe, conheço pelo menos mais 1 pessoa na mesma situação.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desce do trono, rainha.


As pessoas que querem conquistar coisas podem ser divididas em dois grupos: as que fazem por merecer e aquelas que acham que merecem mas não fazem porcaria nenhuma para tanto.

Sabe como é, eu sou essa pessoa insensível que a vida presenteou com coisas que você acha que deveriam ser suas... Por isso vou usar toda essa minha insensibilidade e me conceder uma folga, parar de tentar te ajudar... Até porque, estou ligada que você não quer seguir pelo caminho indicado, pois até mesmo um passo lento é esforço demais pra você...

Você poderia pelo menos seguir outro caminho... Mas você quer sentar e esperar. Enquanto isso, o terreno está cedendo, porque seus defeitos pesam muito... E você está cega por causa do brilho de sua coroa imaginária, nem percebe que está dentro de um buraco... Você está afundando com a sua autoestima elevada... E enquanto você afunda, eu sigo em frente, ansiosa pelo momento em que vou parar de ouvir suas reclamações....

Fique aí esperando o céu se abrir e colocar no seu colo o tão sonhado reinado.. Mas espere calada, por favor, porque seu discursinho de vítima está me me enjoando, vai que eu vomito no buraco em que você está? Guarde seus rompantes de infantilidade para alguma plateia que tenha obrigação de tolerar a sua pessoa pequena, porque eu não sou obrigada...

sábado, 12 de maio de 2012

Meu jeitinho de ser feminista.


Eu sinto que estou pisando em ovos, falando nisso, mas preciso falar. Me considero feminista, sim... Nem por isso consigo reforçar todo o discurso, em todos os pontos. Atualmente, duas questões me atormentam:
  1. Se só à mulher cabe a decisão a respeito do aborto, como faz sentido cobrar que o pai se responsabilize pela criança porque ele ajudou a fazer?
  2. Manifestações de feministas nuas realmente ajudam a causa?

Eu não quero discutir aqui a questão do aborto, há pouco mais de um ano me declaro a favor da legalização, mas não concordo com o argumento de que cabe apenas à mulher escolher. Pra mim, não faz sentido que o pai só tenha direito/responsabilidade depois do parto. Até porque, quando queremos que os homens se responsabilizem pelos filhos que fazem, alegamos que eles são tão responsáveis pelos métodos contraceptivos quanto as mulheres. Quando a gravidez é desejada pela mulher, muitas vezes é cobrado que o homem se interesse, que acompanhe o pré natal e tudo mais... Não faz sentido que, apenas quando a  o aborto desejado pela mãe, o cara seja excluído do processo. Esse é inclusive um dos pontos que me fazem a favor da legalização... Uma vez legalizado o aborto, fica mais fácil que o cara procure evitar a decisão quando sua parceira não dá a mínima pra sua opinião.

Conheço homens que tiveram seus filhos abortados contra a sua decisão, e por mais que eu acredite que um filho muitas vezes modifica mais a vida da mãe do que a do pai, não acho certo que o aborto seja feito sem o consentimento dos dois progenitores. Acho contraditório que algumas mulheres condenem homens que tentam forçar as mulheres ao aborto, ao mesmo tempo que defendem o direito da mulher abortar independente da opinião do pai da criança. Isso  é sexismo, é acreditar que a mulher tem um direito maior que o homem sobre uma "coisa" que fizeram juntos. Se defendermos que o homem não tem direito a decidir sobre o aborto, estamos dizendo também que só cabe a mulher prevenir a gravidez, que só cabe a mulher se preocupar com a gestação e que só cabe a mulher criar o filho. Não pode haver suspensão de “9 meses” do direito/responsabilidade do homem, no período entre o ato sexual e o parto.

Sobre as feministas adeptas do nudismo, não estou falando da marcha das vadias, relaxem, essa causa já compreendi... Mas a compreensão não chegou pra mim, quando o assunto é a onda das feministas da Europa. Aquele lance de loiras tirando a roupa sempre me lembra comerciais de cerveja, nunca igualdade entre os sexos. Costumo guardar minha opinião a respeito, até para não fazer coro ao machismo... Mas hoje li uma notícia que achei irônica, e não podia deixar de comentar. A ucraniana tirou a roupa para protestar contra o turismo sexual na Ucrânia... A causa é nobre mas, na minha opinião, a modalidade de protesto estimula a causa combatida pela moça.

Na timeline do meu twitter, as feministas ucranianas sempre são mencionadas no sentido de “venha protestar na minha casa”, “todas as feministas podiam ser como as ucranianas”, “meu sonho é ir pra Ucrânia”... Desculpa ae, mas conheço uns trocentos caras que morrem de vontade de ir pra Ucrânia por causa dos protestos sem vestes... Eles são toscos? Sim, são. Contudo, não é tirando a roupa que vamos ensiná-los a não ser. Por isso eu ri quando vi que o protesto era contra o turismo sexual, ri um bom tanto, e não vejo outra forma de reagir à notícia. Imagine uma criança tirando a roupa para pedir o fim da pedofilia, saca? Não é assim que as coisas funcionam, tanto é que as causas das feministas ucranianas quase sempre não são lembradas. O que a galera sabe é que quase sempre elas tiram a roupa, e que são lindas. O argumento é que a nudez representa a liberdade, tudo bem, cada um com suas ideias... Mas quando você quer chamar a atenção de pessoas para uma causa, você não tem que apenas passar uma mensagem, você tem que passar a mensagem de forma que o receptor compreenda... Esse é o meu ponto, acho que o grupo feminista campeão da distorção das mensagens é o Femen das Ucranianas.

E me irrito quando o discurso feminista tende para o “você não pode criticar feministas seminuas porque isso é machismo”, “enquanto o feto depende da progenitora, é uma decisão da mulher a respeito do seu corpo”... Me dá a impressão de que não se pode dialogar a respeito, etc e tal. Eu quero direitos iguais, eu quero o fim da objetificação da mulher, eu quero trocentas coisas que o feminismo também quer, mas eu não quero tratar o movimento como algo sagrado com dogmas indiscutíveis... Por isso estou aqui falando os pontos que tenho considerado obscuros, abertamente, assim como sacaneio o machismo abertamente, sempre que posso. É meu jeitinho.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

"VERDADES MASCULINAS"


1. Peitos foram feitos para serem olhados e é isso que nós iremos fazer. Não tente mudar isso. – Pintos foram feitos para serem olhados e é isso que nós iremos fazer. Toda vez que for conversar com uma mulher, ela vai ficar tentando adivinhar a espessura e o comprimento pra saber se vale a pena ou não e, quando não curtir, vai balançar a cabeça e dizer “Nah”.
2. Aprenda a usar a tampa do vaso. Você é uma menina crescida. Se ela está levantada, abaixe-a. Vocês precisam dela abaixada, nós precisamos dela levantada. Você não nos vê reclamando por que você deixou ela abaixada. – O vaso é feito pra urinar e defecar. Se é dividido por uma mulher e um homem, pode-se supor que ele será utilizado com a tampa abaixada por três quartos – ou 75%, se preferir - das ocasiões. Faz mais sentido deixar abaixada.
3. Domingo = Esportes. É a mesma relação que a lua cheia tem com as mudanças na maré. Deixe estar. – Cada um faz o que mais lhe agrada, mas ter esse tipo de limite é um tanto chato.
4. Comprar NÃO é um esporte. E não, nunca vamos pensar nisso dessa forma. – Quem foi @ desgraçad@ que inventou isso? Quero dar-lhe um soco nas ventas.
5. Chorar é chantagem. – Manipulação é dizer a uma mulher que faz um bom argumento que ela é louca. Assim, chorar de raiva é inevitável.
6. Pergunte o que você quer. Vamos ser claros nisso: Dicas sutis não funcionam! Dicas claras não funcionam! Dicas óbvias não funcionam! Apenas diga logo o que você quer. – Pragmatismo sempre é muito bom, mas às vezes cansa. Fica a dica.
7. Sim e Não são respostas perfeitas para praticamente todas as questões existentes. – Você tem um cérebro altamente desenvolvido. Use-o, por favor.
8. Venha falar conosco a respeito de um problema somente se você quiser ajuda para resolvê-lo. Isso é o que a gente faz. Simpatia é trabalho das suas amigas. – O termo certo é empatia e na próxima vez que pegar um resfriado peça pra sua mãe te ajudar. Cuidar de você é o trabalho dela, já que conversar com sua namorada/esposa/whatever é trabalho de outros.
9. Uma dor de cabeça que dura 17 meses é um problema. Procure um médico. – Isso não existe. Se ela não quer transar com você por tanto tempo, dê o fora.
10. Qualquer coisa que dissemos 6 meses atrás é inadmissível em um argumento. Na verdade, todos comentários tornam-se nulos e vetados após 7 dias. – Aaaahhh, vocês adorariam isso, né.
11. Se você pensa que está gorda, provavelmente você esteja. Não pergunte para nós. – Não pergunte se o sexo foi bom; pergunte pras minhas amigas. 12. Se algo que nós dissemos pode ser interpretado de duas formas, e uma delas faz você ficar irritada e triste, nós queríamos usar a outra forma. – Volte ao item 7.
13. Sempre que possível, fale tudo o que você tem a falar durante os comerciais. – Idem.
14. Cristóvão Colombo não precisou parar para pedir informações, e nem nós. – A descoberta dele foi por acidente. Os acidentes hoje em dia não resultam em descobertas, mas em batidas, assaltos e estupros.
15. TODOS homens enxergam em apenas 16 cores, assim como as definições básicas do Windows. Pêssego, por exemplo, é uma fruta, não uma cor. Salmão é um peixe. Não fazemos idéia do que é âmbar. – Âmbar pra mim é a substância de um árvore que envolve insetos e apareceu em Jurassic Park.
16. Se algo coça, será coçado. Nós fazemos isso. – Se você coça seu saco em público, a vergonha é sua. Eu não tenho nada a ver com isso.
17. Se perguntarmos a você se há algo de errado e você responde ‘nada‘, nós agiremos como se nada tivesse errado. Nós sabemos que você está mentindo, mas não vale a pena a discussão. – Se eu to grilada e não quero falar a respeito, você agir como se estivesse tudo normal é o que espero. Não insista.
18. Se você fizer uma pergunta para a qual você não quer uma resposta, espere uma resposta que você não queria ouvir. – Por que estamos nesse planeta? Deus existe? Qual o sentido da vida? Se eu pergunto, quero uma resposta.
19. Quando precisamos sair, absolutamente tudo que você usar está bom. Sério. – Me empresta suas roupas pra eu ir ao casamento da sua irmã.
20. Não pergunte o que estamos pensando, a não ser que você esteja preparada para discutir sobre Sexo, Esportes ou Carros. – Parabéns, campeão!
21. Você possui roupas suficientes. – É você que tá pagando?
22. Você possui sapatos de mais. – Volte ao item 21. Tá fácil.
23. Eu estou em forma. Redondo é uma forma. – Eu não me importo com sua forma desde que não afete o que é do meu interesse.
24. Obrigado por ler isso; Sim, eu sei, eu terei que ir dormir na sala hoje, mas saiba você que os homens não se importam com isso, é como acampar. – Pra que ter um quarto, então? Dormir no quintal dever ser super demais.

 

Comunicação sempre é muito bom. Expresse-se sem medo e seus problemas se resolverão muito mais facilmente. Mas se você não suporta as idiossincrasias da pessoa com quem você está, dê o vaza.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Miedo que da miedo del miedo que da




“Fulana é muito antissocial, se ela não quer sair do quarto, como irá perder o medo de conviver com as pessoas?”.


(Ahn?!)

Bom, já tive exemplos bem próximos de pessoas que realmente chegaram num nível de amor muito elevado pelo quarto (também tenho essas minhas fases), eu só via a pessoa no dia do aniversário dela e olhe lá... Antigamente até achava legal quando certas pessoas que estavam num isolamento total ficavam doentes, porque aí eu arranjava um jeito e fazia uma visita, mas lógico que algumas dessas pessoas a gente vai fazer a visita e fica num baita medo de abrir a porta e a pessoa enfiar uma agulha no seu olho, pois pessoas isoladas sabem muito bem o que querem.

O negócio é que mesmo sendo difícil aceitar o isolamento alheio, temos que aceitar. Eu já pensei assim também: “a gente tem que ser jogar nesse mundão e perder o medo das pessoas”, mas confesso que conviver com muitas pessoas não resolveu a minha síndrome do “pé atrás com a humanidade”, muito pelo contrário. E sei que isso não é exclusividade minha, para o azar de vocês.

Mas, como chega uma hora que é inevitável ter que sair do seu “quarto-bolha”, pra correr atrás dos seus anseios, você vai se decepcionar bastantão, porque o mundo não é confortável igual sua cama e nem cheiroso como seus lençóis. E os homens não são tão especiais e promoters de encontros mágicos, nem as mulheres são delicadas e dedicadas a amar como nos livros lidos deitado nos seus quatros travesseiros com ou sem pena. O que é uma pena e também não é.

As pessoas crescem... (minuto de silêncio, segure o choro!).

Só que alguns crescimentos não significam um sofrimento forever and ever. (TOMARA!) Pois muitas coisas ruins e crescidas podem simplesmente acabar, serem deixadas de lado, saírem da classificação de prioridades ou simplesmente diminuírem, diminuírem, até que não transtornarem mais.

Vou terminar meus devaneios devaneando ainda mais... Nosso medo de gente deveria ser tipo roda-gigante, que quanto mais a gente cresce, menos ela parece tão gigante.


Só que né, tem que ver isso aí!